Oficinas: Descrição e Conteúdo

Leia aqui quais são as oficinas do II Encontro Nacional de Áudio-descrição em Estudo (Enades 2016)

Visite este link mais vezes para conhecer outras oficinas que estão chegando e não deixe de se inscrever para aprender com os excelsos profissionais. que fazem o Enades 2016.

Inscrições
Para o evento (pagamento via PagSeguro):
De fevereiro a 03 de abril – 110,00
De 04 de abril a 02 de maio - 130,00

Para as oficinas (pagamento via Depósito Bancário):
De fevereiro a 03 de abril – 60,00
De 04 de abril a 02 de maio- 80,00

Preços com Descontos para mais de uma oficina (pagamento via Depósito Bancário):
De fevereiro a 03 de abril – 2 ofc – 52,00 cada / 3 ofc – 50,00 cada / 4 ou 5 ofc – 45,00 cada
De 04 de abril a 02 de maio- 2 ofc – 72,00 cada / 3 ofc – 70,00 cada / 4 ou 5 ofc – 65,00 cada

Especial! Curso de Formação de Áudio-descritores e Consultores em Áudio-descrição com Joel Snyder (20h):

Investimento:

Até o dia 15 de abril: R$ 300,00
Do dia 16 até o dia 03 de maio: R$ 350,00

-- Para participação nas oficinas e no curso é exigida inscrição no Evento --

CONHEÇA TAMBÉM!



Oficina 01:

Terça-feira, 03/05/16, 14:00h-18:00h
"Barreiras Atitudinais na Áudio-descrição: analisando e produzindo roteiros sem barreiras atitudinais" - (teórico-prática, 4h,16 vagas)
Patricia Pordeus - pat.pordeus@gmail.com

Diretrizes específicas e próprias da tradução visual são necessárias para a construção de um roteiro de áudio-descrição. Também necessárias são as normas gramaticais que nos ajudarão produzir um roteiro limpo, lógico e empoderativo.
Ás vezes, contudo, atentamos para algumas dessas diretrizes e mesmo para a gramática, e nos esquecemos de pontos, algumas vezes, mais sutis, mas não menos importantes: as barreiras atitudinais. Estas estão impregnadas dentro de nós e por nós comunicadas em nossas falas, ações e atividades laborais e outras.
As Barreiras atitudinais são invisíveis e vão na contramão de uma áudio-descrição empoderativa, uma vez que “as barreiras atitudinais são aquelas estabelecidas na esfera social, em que as relações humanas centram-se nas restrições dos indivíduos e não em suas habilidades” (GOTTI, 2006 apud LIMA, GUEDES, GUEDES, 2010). Entendendo a áudio-descrição como uma tradução visual e também como recurso de acessibilidade, um roteiro com este tipo de barreira não traduz com honestidade e não leva em consideração o usuário enquanto pessoa. Buscaremos, então, com a oficina Barreiras Atitudinais na Áudio-descrição: analisando e produzindo roteiros sem barreiras atitudinais debater e trabalhar, a partir de exemplos concretos, barreiras atitudinais presentes em roteiros de áudio-descrição a fim de evitá-las.
Identificar estas barreiras e eliminá-las de nossos roteiros e de nosso dia-a-dia é uma tarefa árdua que não se esgota em um momento, buscaremos durante a oficina dar início a este processo, que deve ser posto em prática e exercitado constantemente.

Oficina 02:

Terça-feira, 03/05/16, 14:00h-18:00h
"Técnicas de Redação requeridas na áudio-descrição" - (teórico-prática, 4h,16 vagas)
Rosângela A. Ferreira Lima - rose.ferreira.lima@gmail.com

A oficina de técnicas de redação requeridas na áudio-descrição tem como objetivo tratar dos principais tópicos exigidos para produzir um roteiro de áudio-descrição empoderativo, coeso e coerente, que apresente clareza, correção, concisão, especificidade e vividez.
Othon Garcia, no livro “Comunicação em Prosa Moderna”, diz: “dentro da liberdade de combinações que é própria da fala ou discurso - liberdade que permite a cada qual expressar seu pensamento de maneira pessoal, sem ter de repetir sempre, servilmente, frases já feitas, já estereotipadas -- há certos limites impostos pela gramática, limites que impedem a invenção de uma nova língua cada vez que se fala”.
Em outras palavras, a liberdade que cada usuário da língua tem para construir seu discurso está limitada pela necessidade de normatização dessa mesma língua. No entanto, essa preocupação com um registro padrão necessariamente não garante que o discurso vai ser realmente compreendido pelo outro. Afinal, para o entendimento de um texto, outras condições precisam ser superadas: a limitação semântica, o tipo de registro (se oral ou escrito), além do uso da língua naquele contexto empregada. Assim, uma frase como “o homem se enforcou num pé de alface”, embora tenha correção gramatical, com sujeito e predicado, não é um discurso aceitável, pois entra em desconformidade com nosso conhecimento de mundo. Sabemos o que é a ação de enforcamento e sabemos que isso é impossível se conhecermos o que é um pé de alface.
Como em todo texto, também no roteiro de uma áudio-descrição, nada pode ser comunicado se o discurso não for compreendido, e para o compreender são necessários cuidados com a pontuação, com a acentuação, com a concordância, verbal e nominal etc. É necessário observar a coesão (marcas formais que dão sequência ao texto), bem como a coerência textual (relação de sentido que se estabelece entre os enunciados, de sorte que se alcance um script pleno de sentido), com requintes de clareza (livre de ambiguidades, obscuridades, imprecisões) com concisão (redigido com o mínimo de palavras, garantindo o máximo de informações), promovendo o empoderamento do cliente.
Não observados esses quesitos mínimos de correção no uso da língua, o áudio-descritor poderá incorrer em erros como por exemplo: “João leva Tereza para sua casa”, o “sua” pode indicar a casa de João, a casa de Tereza, ou ainda a casa do ouvinte (a segunda pessoa “tua casa”). Essa falta de clareza quanto ao referente de “casa”, faz com que o usuário tenha de desprender energia para solucionar algo que o discurso poderia ter deixado claro desde o início.
A fim de se alcançar a clareza no texto áudio-descritivo é necessário evitar a incongruência, estrutura caótica (confusa). Assim, um conjunto de informações apresentadas de forma desordenada, sem que nos atentemos para as orientações básicas da áudio-descrição, por exemplo a logicidade (descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo, entre outras), torna o texto confuso e atrapalha grandemente a compreensão. Se nos é apresentado um roteiro áudio-descrito como: “Joana tem o queixo fino, os cabelos vermelhos e usa uma presilha de rosa amarela”. Do que foi descrito podemos construir a imagem de Joana, mas a apresentação está confusa, pois não segue a orientação de cima para baixo, além disso como está posto não sabemos o que é amarela (a presilha do cabelo ou a rosa?).
Na oficina, serão retomados pontos básicos para a composição do roteiro de áudio-descrição, como a importância da pontuação, a concordância, regência e elementos de coesão (referenciação e progressão), sempre por meio de exercícios práticos para o trabalho com o roteiro áudio-descritivo.
Rosângela Ferreira Lima

Oficina 03:

Terça-feira, 03/05/16, 14:00h-18:00h
"A locução em áudio-descrição: Orientações básicas" - (teórico-prática, 4h,16 vagas)
Edimar Santos - santosedimar@yahoo.com.br

RESUMO: A oficina “A locução em áudio-descrição: orientações básicas” tem como objetivo esclarecer as principais diferenças entre a locução para áudio-descrição e outros gêneros (dublagem, locução publicitária e voice-over).

Na oficina, o participante aprenderá por meio de exercícios práticos e teóricos, as diferenças entre narração e locução, as possibilidades e características de cada uma delas (gravada e ao vivo), bem como descobrirá a importância do tom de voz e ritmo de leitura/locução no trabalho do áudio-descritor.

Fazer a locução de uma áudio-descrição não é o mesmo que fazer uma dublagem ou ler um livro em voz alta, requer treino específico e muita atenção do locutor para diretrizes importantes da áudio-descrição:
• Não antecipe informação ao usuário (sua voz não pode entregar um clima que ainda não está disponível na imagem ou diálogo da obra);
• Não dê sua opinião, deixe que o usuário conclua por si mesmo (ao falarmos, nossa entonação, nossa prosódia, modo de dizer as coisas, revelam nossos sentimentos, anunciam nossas intenções e denotam nossas opiniões. O locutor da áudio-descrição deve produzir com a voz o que o texto da obra determina, o sentimento que a obra passa etc., não a do locutor da a-d).
Parafraseando uma das mais importantes diretrizes da áudio-descrição, "elocucione o que você lê". Sua entonação pode desenhar na mente a imagem áudio-descrita, mas, também, pode deturpar uma tradução, dizendo coisa muito diferente do pretendido.
Leiam as falas abaixo e construam pelo menos dois significados diferentes com sua voz, para cada uma delas:
Consegue?

Pega ladrão esperto.
Maria estuda todos os capítulos para a avaliação.
Perdão impossível enviar para Sibéria.
Mãe só tem uma!
Vou ali comer gente.
O passageiro entrega o vale-transporte ao cobrador com um sorriso nos lábios.

E, o que dizer falas abaixo? O que significam?
O Chefe dos ladrões entra: chapéu de couro e máscara preta.
O Chefe dos ladrões entra com Chapéu de Couro e Máscara Preta.

A locução de uma áudio-descrição pode se dar ao vivo, por exemplo em voice-over ou pode acontecer em um estúdio, onde se gravará o roteiro de áudio-descrição.
Na presente oficina estudaremos como usar a voz para ajudar o texto descritivo a provocar imagens na mente dos usuários da tradução visual.
Bom conhecimento da língua é necessário, voz bonita não! Afinal, voz bonita não garante boa locução.

Oficina 04:

Quarta-feira, 04/05/16, 14:00h-18:00h
"Áudio-descrição de fotos no jornalismo: técnicas para saber, efeitos que áudio-descrever" - (teórico-prática, 4h,16 vagas)
Janaina Gomes - jgomes.fw@gmail.com

Palavras como plongeé, contra plongéé, close up, plano médio, plano americano, plano geral e muitas outras são cada vez mais utilizadas, na áudio-descrição de conteúdos dinâmicos, e mesmo, estáticos, como é o caso das fotografias. No entanto, o que elas querem dizer? Ou melhor, o que elas querem mostrar? E melhor ainda, o que elas significam? Academicamente estes jargões são utilizados durante a formação de jornalistas, de fotógrafos, de cineastas e de todos os que se interessam pela linguagem visual e audiovisual. As teorias da imagem, especificamente, tem se ocupado em elucidar o significado das imagens, separando o que elas mostram (denotativo) e o que elas querem mostrar (conotativo). Dessa forma, para esses profissionais que produzem a imagem, fica explícito o que ela poderá implicar durante a visualização da imagem e a leitura do texto jornalístico, por exemplo. Mas será que isso fica claro em nossas escolhas tradutórias?
É o que vamos debater nessa oficina. A hipótese da professora de fotojornalismo, Profa. Dra. Janaína Gomes, da Universidade Federal de Santa Maria, em experiência no ensino de fotografia e fotojornalismo, é que a descrição da técnica, enquanto escolha tradutória, pode ofuscar a compreensão, por exigir um capital cultural que o usuário pode até ter, mas talvez de fato não sinta o que ele quer dizer sem um treinamento especializado. Queremos possibilitar aos participantes da oficina que percebam o "mergulho" (Plongéé) que a imagem proporciona, pois os tipos de recortes ou enquadramentos da realidade que a técnica possibilita, mais que conceitos, carregam SENSAÇÕES que são eficientes na descrição completa e crítica da imagem (denotativo e conotativo).
Nessa perspectiva, o conteúdo imagético é supremo na significação. A isso chamamos de empoderamento e inclusão!
Na oficina, portanto, veremos fotos com diferentes intenções contidas na técnica, discutiremos/analisaremos o que essas fotos querem dizer e, por meio de exercícios práticos, faremos áudio-descrições que traduzam em palavras as imagens com suas sensações.
Janaina Gomes

Oficina 05:

Quarta-feira,04/05/16, 14:00h-18:00h
"Introdução à áudio-descrição para a dança" (teórico-prática, 4h,16 vagas)
Ana Clara Santos Oliveira - anaclaradanca@gmail.com

A dança é uma das expressões artísticas mais antigas da humanidade, sendo suas manifestações a comunicação do corpo. Das danças compreendidas como primitivas até o que se denomina como “dança contemporânea”, a arte dança sempre foi um raciocínio criativo, uma forma do corpo organizar as informações e um sistema complexo que apresenta inúmeras conexões num estado processual, ou seja, a dança é o próprio pensamento do corpo como expressa a pesquisadora em dança Helena Katz (2005).
Contudo, ao longo da sua história, a pessoa com deficiência visual esteve excluída das produções artísticas enquanto dançarino e, principalmente, como um espectador – um fruidor que percebe a obra de dança através do empoderamento. Do Modelo Médico da deficiência para o Modelo Social da deficiência, ainda é frequente as perguntas: “pessoas com deficiência visual podem apreciar espetáculos de dança?”; “como é possível sendo cego?”; “o que uma apreciação de dança pode mudar no cotidiano delas?”; “para que falar das cores de um figurino, se um espectador com deficiência visual não compreende”?
Questionamentos como estes na dança, carregados da falta de conhecimento e preconceito em relação às potencialidades da pessoa com deficiência visual e suas singularidades, se dissolvem inteiramente quando pensamos a dança não somente como linguagem/pensamento do corpo, mas também enquanto questão de direito ratificada nos documentos da Constituição Federal de 1988, na Declaração de Salamanca, entre outros documentos que representam a luta pelo direito de pertencer/participar, conforme defende na dissertação a pesquisadora em dança Ana Cecília Soares (2014).
Por meio de orientações específicas do recurso de acessibilidade denominado “Áudio-descrição” para a dança, esta oficina é voltada para o processo de inclusão com ênfase na experimentação do recurso através de poéticas de diferentes espetáculos de dança (cenas) que potencializem noções deste tipo de Tradução Intersemiótica.
Sob esta ótica, a oficina tem como o objetivo introduzir à áudio-descrição para a dança através do Sistema Laban, sendo apresentados ao final dela Parâmetros específicos para a arte dança. Por se tratar de um Sistema bastante complexo e com aprofundamentos que possibilitaram a discípula Irmgard Bartenieff acrescentar Categorias seguidas de outras nomenclaturas, o olhar será direcionado para os conhecimentos da Eucinética e Corêutica os quais oferecerão nesta introdução, contribuições significativas para os interessados no aprendizado da áudio-descrição da dança, assim como, excelente oportunidade para os profissionais que buscam maior aprofundamento nas traduções e trabalhos de consultoria.
Conteúdos a serem trabalhados na oficina:
Aspectos introdutórios da áudio-descrição para a dança através do Sistema Laban:
- Conceitos básicos do Sistema Laban – Eucinética e Corêutica;
- Aplicação dos conceitos básicos em diferentes espetáculos de dança (cenas) com demonstrações da ministrante;
- Trabalho individual de áudio-descrição de uma cena de dança;
- Orientações coletivas.

Ana Clara Santos Oliveira

REFERÊNCIAS
LABAN, Rudolf. Domínio do Movimento. São Paulo: Summus, 1978.
RENGEL, Laban. Dicionário Laban. São Paulo: Annablume, 2003.
KATZ, Helena. 1, 2, 3. a dança é o pensamento do corpo. Belo Horizonte: Fórum Internacional de Dança fid editorial, 2005.
SOARES, Ana Cecília Vieira. Nem belo, nem feio: Grotox. Pelo direito de dançar a diferença (Dissertação de Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Dança, Universidade Federal da Bahia, 2014.

Oficina 06:

Quarta, 04/05/16, 14:00h-18:00h
"A produção da áudio-descrição na prática: Aplicando diretrizes basilares" (teórico-prática, 4h,16 vagas)
Francisco José de Lima - limafj.br@gmail.com

A luz viaja mais rápido que o som e, pela luz, é que vemos as imagens.
Não obstante, é pelo som que vibra no ar, a fala, que as imagens áudio-descritas chegam à mente do usuário da áudio-descrição.
Será, contudo, que a áudio-descrição é apenas uma descrição falada?

Pelo tato as imagens áudio-descritas podem chegar à mente dos usuários cegos ou com baixa visão, pelo roteiro em Braille ou com tipo ampliado; aos clientes surdocegos, pela sinalização em Libras tátil ou pela escrita na palma de suas mãos. E as imagem áudio-descritas devem chegar-lhes pelo tato com a mesma magnitude que chegaram aos ouvidos dos usuários ouvintes e aos olhos dos espectadores videntes.
Como será possível isso?

Assim como ocorre pela via auditiva, ocorrerá pela via tátil: uma áudio-descrição empoderativa levará, pelas palavras ouvidas (simultânea ou eletronicamente) e pelas palavras lidas eletrônica ou hapticamente) os eventos visuais à mente das pessoas cegas ou com baixa visão.
Como alcançar uma áudio-descrição empoderativa?

Diferente de uma descrição do dia-a-dia, a áudio-descrição é uma tradução em palavras empoderativas de um evento visual transmitido sonora ou hapticamente.
Como fazer da descrição uma áudio-descrição, uma tradução empoderativa?

Áudio-descrever com empoderamento é traduzir o que se vê. É levar à mente do usuário da áudio-descrição os eventos visuais, as imagens vistas pelo tradutor visual. E certo como dois mais dois são quatro, para ver é mister observar. Para observar é preciso enxergar. Para enxergar é necessário olhar.
O olhar é matéria de áudio-descrição, mas o estado que ele expressa não.
Como áudio-descrever a realidade e evitar a subjetividade?
A áudio-descrição é a tradução do que se vê, não do que se pensa que viu, acha-se que viu, deduziu-se que viu, daquilo que vai ser visto. Colidir com essas diretrizes não é uma questão de estilo, é erro.
Como não deixar-se enganar pelos olhos, para não enganar a mente?

Assim como ocorre com o tato, que leva sequencialmente as informações hápticas ao cérebro humano; a fala também as leva sequencialmente, porém, pelos ouvidos. E, como o som é mais lento que a luz, aquilo que se vê globalmente só pode chegar aos usuários da áudio-descrição se for traduzido em seguimentos claros: em frases curtas, com estruturas concisas, lógicas e empoderativas do evento visual.
Como produzir uma áudio-descrição com tais características?

A concisão que é diretriz basilar da áudio-descrição deve ser perseguida em sua completude, de modo que o cérebro tenha tempo de produzir as imagens que a ele chegam em partes, seja pela audição da áudio-descrição, seja pela leitura desta.
Então, negar a concisão onde ela é possível não é uma escolha, constitui erro!
Como identificar se o roteiro traduz com concisão?

Como sabemos, a informação que capturamos pela visão chega ao nosso cérebro de modo global e é processada de modo paralelo, concomitantemente, ao passo que a informação háptica ou auditiva chega ao cérebro em partes e é processada sequencialmente. Assim, tudo que vemos em simultâneo só podemos transmitir/mostrar ao cérebro via audição ou tato, se for em partes, com sequências lógicas, bem definidas, concisas, claras, corretas e específicas.
Logo, áudio-descrever do geral para o específico não é uma escolha, é quesito basilar da tradução visual. Negar a logicidade que a áudio-descrição exige não é uma escolha, é erro!
Em outras palavras, se desejamos que a áudio-descrição chegue de modo objetivo, isto é, real, na mente dos usuários da áudio-descrição, precisamos oferecer informações lógicas que traduzam o que requer a obra: que vão do geral para o específico, de cima para baixo, do primeiro plano para os demais, da esquerda para a direita, no sentido antihorário,no sentido horário, etc. Devemos exercitar a concisão (menos é mais); e devemos compreender que a diretriz “descreva o que você vê ”, não significa áudio-descrever tudo o que se vê, mas aquilo que é essencial do evento visual para que este seja reproduzido na mente do usuário da áudio-descrição.
Quer saber do que estamos falando?

Na presente oficina, buscaremos responder aos questionamentos feitos, com exercícios práticos, com base em diretrizes básicas da áudio-descrição e aprenderemos a identificar nas áudio-descrições correntes a ausência de diretrizes fundamentais. Veremos como a negativa às diretrizes da tradução visual prejudica a produção da imagem na mente de quem recebe a áudio-descrição e veremos que essa negativa está longe de ser uma escolha, e muito perto de ser um erro.

Francisco Lima

Oficina 07:

Quinta-feira, 05/05/16
"Os direitos da pessoa com deficiência – o que muda com a Lei Brasileira da Inclusão" - (teórico, 4h,16 vagas)
Rita de Cássia Tenório Mendonça - ritarita2000@gmail.com

A deficiência é condição que sempre acompanhou a história da humanidade, embora de forma silenciosa.  E justamente em razão desse silêncio sobre o tema, o desconhecimento nos leva a conclusões equivocadas que reforçam preconceitos e atitudes discriminatórias.  A falta de acessibilidade nas cidades também faz com que não seja comum a presença das pessoas com deficiência em espaços públicos ou de uso público, o que mais nos distancia do assunto.  E isso impacta nas diversas dimensões da vida das pessoas com deficiência..

Diante desse contexto, como não poderia deixar de ser, os direitos das pessoas com deficiência são esquecidos quando da elaboração das leis. Ou então são concedidos, mas dentro de um contexto distanciado de sua realidade e especificidades, o que decorre do referido desconhecimento.

Em janeiro de 2016 entrou em vigor a Lei Brasileira da Inclusão. Não houve retrocessos nos direitos já conquistados pelas pessoas com deficiência, mas esse fato desafia novos olhares e uma releitura, por outras perspectivas, dos direitos já existentes.

O objetivo deste minicurso é refletir e debater sobre os direitos da pessoa com deficiência, à luz da Lei Brasileira da Inclusão, por meio de uma abordagem simples, acessível e intuitiva.

Sempre tendo como foco a nova legislação e a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, o minicurso pretende promover uma atualização geral sobre o tema: termos corretos, estatísticas, curiosidades históricas, números da deficiência no Brasil e no mundo, principais datas comemorativas, direitos e garantias das pessoas com deficiência, entre outras informações.
É uma boa oportunidade para atualizar os conhecimentos.
Público-alvo: profissionais e estudantes da área de Jornalismo, Recursos Humanos, Educação, Assistência Social, Direito, Ciências Políticas, dirigentes e integrantes de entidades do terceiro setor, ativistas da área dos direitos humanos, conselheiros de conselhos de direitos, parlamentares e assessores, técnicos e gestores públicos, pessoas com deficiência e seus familiares, entre outros.
(82) 9.9973-3380/(82) 9.8833-9049/(61) 8233-6675 - Rita Mendonça

Oficina 08:

Quinta-feira, 06/05/16, 14:00h-18:00h
"Áudio-descrição no teatro: questões práticas" – (teórico/prática)(8h,16 vagas)
Andreza Nóbrega - andrezanobrega@gmail.com

OFICINA ÁUDIO-DESCRIÇÃO PARA O TEATRO-QUESTÕES PRÁTICAS| Andreza Nóbrega (Mestre em educação e especialista em audiodescrição), coordenadora de produção da VouVer Acessibilidade,
RESUMO
"“Teatro” é um vocábulo de origem grega, théatron, que significa lugar de onde se vê. A própria etimologia da palavra “teatro” traz, em si, um apelo para a exposição das coisas a serem vistas. O teatro é um fenômeno de signos complexos advindos da confluência de elementos repletos de signos, presentes nos cenários, nos figurinos, na maquiagem, no trabalho do ator como um todo. Todos esses elementos têm, na imagem, um apelo significativo para a comunicação. Para garantir a acessibilidade comunicacional para as pessoas com deficiência visual, entra em cena a áudio-descrição. Diante desses diversos elementos que constituem a linguagem teatral, faz-se necessário pensar sobre as singularidades ao se descrever um espetáculo. A oficina propõe uma vivência reflexiva a partir de debates de roteiros construídos em alguns espetáculos realizados em Pernambuco, pela VouVer Acessibilidade, relacionado as possibilidades tradutórias às diretrizes da áudio-descrição. "
EMENTA
Estudo da tradução audiovisual, envolvendo a áudio-descrição (AD) como um recurso de acessibilidade cultural para o teatro. Diretrizes para áudio-descrição no espetáculo teatral a partir de uma reflexão sobre roteiros produzidos. Elementos da teatralidade e categorias para elaboração da áudio-descrição no teatro.
OBJETIVOS
Introduzir os princípios básicos da AD para o teatro;
Compreender os elementos da teatralidade que compõe a cena;
Discutir sobre possíveis escolhas tradutórias nos diversos gêneros teatrais.

Andreza Nóbrega

Oficina 09:

Quinta-feira, 06/05/16, 14:00h-18:00h
"A produção de áudio-descrição para o material didático e para o de concurso" – (teórico/prática- 8h,16 vagas)
Francisco J. Lima - limafj.br@gmail.com

Como áudio-descrever, levando o estudante a responder o exercício do livro, sem lhe dar a resposta? Como empoderar o candidato de um concurso, sem arriscar que o certame seja objeto de questionamento jurídico por favorecer o candidato com deficiência, ou por negar-lhe o direito à igualdade de condições?
Como editoras e promotores de concursos podem se garantir de que os áudio-descritores que suas empresas contratam têm a competência de que elas precisam para o serviço de áudio-descrição?
Nesta oficina, trataremos destas questões e ofereceremos as bases para fazer uma áudio-descrição empoderativa.

A áudio-descrição, como tradução visual das imagens em palavras, tem como lei maior o empoderamento da pessoa com deficiência, em particular as pessoas com deficiência visual (pessoas cegas ou com baixa visão).
Como ensina o douto áudio-descritor e formador de áudio-descritores e consultores em tradução visual, Dr. Joel Snyder, da Audio Description Associate- USA, são fundamentos basilares da áudio-descrição: a observação (a capacidade de ver aquilo que o vidente comum, casual, não enxerga na obra); a edição (a capacidade de escolher do que áudio-descrever, dentre aquilo que foi observado, para de maneira concisa, clara e correta empoderar o usuário da áudio-descrição); a locução (a capacidade e conhecimento técnico de elocucionar o roteiro áudio-descritivo, desenhando com a voz as imagens vertidas); e a língua (a capacidade de uso de um vocabulário amplo, a aplicação correta do registro padrão do vernáculo, a redação do roteiro de áudio-descrição, conforme diretrizes próprias da tradução visual, e sempre em consonância com a obra, determinada por esta, visando capacitar o usuário à tomada de decisão, apreciação e compreensão do evento visual).
No escopo da legislação brasileira, a áudio-descrição é entendida como uma ajuda técnica, isto é uma tecnologia assistiva (Lei Federal 10.098/00, Decreto Federal 5.296/04, Decreto Federal 6.949/09) que responde como quesito basilar da acessibilidade comunicacional (uso com independência), conforme reza a legislação supra.
Na esteira do acesso com igualdade de condições e de oportunidades, a Lei 9.394/96 (Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional) determina, em seu capítulo 5, a educação especializada, garantindo aos estudantes com deficiência professores capacitados e especializados.
A Lei de Direitos Autorais, Lei 9.610/98, em seu artigo 46, determina que:
“Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução: (...) d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários. “
A Lei 13.146/2015 obriga a acessibilidade comunicacional por meio da áudio-descrição e, em consonância com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que no Brasil tem status de emenda constitucional, pelo Decreto Legislativo 186/08, define como crime de discriminação por razão de deficiência a negativa da acessibilidade comunicacional.
O livro didático como ferramenta fundamental no ensino, para cumprir o papel de chegar a todos e, por todos ser usado com igualdade de condições e oportunidades, precisa trazer, na forma da lei, acessibilidade comunicacional de seu conteúdo também às pessoas cegas ou com baixa visão. Logo, não é uma escolha oferecer a áudio-descrição, é um dever, mormente nos livros didáticos do ensino fundamental, visto que este ensino é obrigatório, e é dever do estado, da família e da sociedade garanti-lo com qualidade e com igualdade de acesso aos materiais nele usados.
E, por falar em qualidade, a da áudio-descrição oferecida no material didático deve ser acorde com os melhores registros técnicos, assim das diretrizes da áudio-descrição, como do registro padrão da língua portuguesa.
Os concursos, em particular os concursos públicos, em que haja, em suas provas, imagens (gráficos, desenhos, fotografias, mapas, etc) devem, igualmente, respeitar o que acima expusemos e sobretudo trazer áudio-descrições que permitam, com independência e segurança, ao candidato fazer, em igualdade de condições, as provas do certame.
Essas áudio-descrições não podem, de maneira alguma, beneficiar, privilegiar o candidato com deficiência, e nem pode, de maneira alguma, deixar de dar ao candidato com deficiência visual as condições de responder, inclusive no tempo, à questões, sem prejuízo de sua participação no concurso.

A presente oficina mostrará com exemplos práticos, como alcançar o empoderamento previsto por uma áudio-descrição que seja efetivamente a tradução do evento visual e não a opinião, gosto, ou escolha de um áudio-descritor “bem-intencionado”.
Esta oficina destina-se, principalmente, àqueles que já fazem áudio-descrição e a principiantes que tenham bom conhecimento linguístico e que estejam dispostos a usá-los.
É fortemente sugerida aos autores e editores de livros, aos promotores de concurso, operadores de direito e as pessoas com deficiência que fazem uso da áudio-descrição.

Francisco J. Lima

Oficina 10:

Sexta-feira, 06/05/16, 14:00h-18:00h
"Recursos Tecnológicos na gravação, transmissão e recepção da áudio-descrição" - (teórico-prática, 4h,16 vagas)
Luiz Miritz - luiz@sommaiorpro.com.br

Oficina 11:

Sexta-feira,06/05/16, 14:00-18:00 e sábado 07/05/16 8:00 às 12:00
"Programando com acessibilidade: TA/TI no contexto da acessibilidade comunicacional" – (teórico-prática, 8h,16 vagas)
André Ricardo Melo - andremelo@gmail.com
Bruno Hipólito - brunohipolito@gmail.com
Luiz Eduardo Porto Mariz de Oliveira - luiz@domvirt.com.br
Sérgio Faria - sergio.faria@diversitas.etc.br

A oficina “Programando com acessibilidade: TA/TI no contexto da acessibilidade comunicacional” destina-se a estudantes e profissionais de TIC e requer que os participantes tragam seu próprio equipamento. É sugerido que tenham instalado pelo menos o Lazarus.
A acessibilidade comunicacional implica, de acordo com a Lei Federal 10.098/00, no uso independente dos meios e formas de comunicação. A Lei Brasileira da Inclusão (Lei Federal 13.146/2015) determina, em seu artigo 63, a obrigatoriedade de as páginas Web e outros sistemas de informação e de comunicação estarem acessíveis às pessoas com deficiência.
Em resposta ao ditame legal, a presente oficina visa oferecer as bases para que web designers, programadores, e demais operadores das áreas de TIC, possam atender as necessidades de seus clientes e, portanto, dos clientes deles também, conforme exigido por lei.
Serão abordados os aplicativos utilizados nos treinamentos corporativos, a utilização de ferramentas gráficas de suporte para geração de protótipos, desenho de processos, apresentação de status report e a aplicabilidade da áudio-descrição em trabalho conjunto com Web Designers.
Nas oito horas da oficina serão discutidos e esboçados:
• onde aplicar a áudio-descrição de imagens, como tecnologia de informação acessível;
• projetos de ferramentas que, se incorporadas aos aplicativos mais utilizados como o pacote Office e outros, venham a funcionar como uma simples configuração de acessibilidade, nos moldes dos screen readers nos celulares;
• aplicativos de treinamento;
• formas de representação de protótipos, desenhos de processos, elaboração de status report;
• sugestão de ferramentas para o desenvolvimento de pacotes de software largamente utilizados no mercado;
• o uso de leitores de tela como talk back para equipamentos que utilizam o androide, o voice-over nos produtos apple;
• diretrizes com base no WCAG e outras que possam dar aos participantes elementos para esboçar as ferramentas para criação de projeto de acessibilidade no Office ou similares.
Em um momento mais prático da oficina, os participantes serão instigados a colocarem em prática o que aprenderam e/ou já sabiam para a promoção da TIC com TA.
1- A acessibilidade está no selo ou no código?
Muitas vezes precisamos recorrer de saídas rápidas para garantir a acessibilidade…(html).
2- Como escolher. Mas e se o caso for escolher o ambiente de desenvolvimento para aplicativos desktop e dispositivos móveis? Nestes casos precisamos perceber duas coisas sobre acessibilidade: o próprio ambiente de desenvolvimento (IDE), e o mais importante, o resultado gerado por esse compilador.
3- Dificuldades. Mesmo após escolher o melhor ambiente de desenvolvimento para um aplicativo, nos deparamos com algumas dificuldades: problemas e soluções no ambiente de desenvolvimento (Ex: Lazarus - Free Pascal);
4- Diferenças de acessibilidade entre leitores de telas (NVDA e Virtual Vision). Nem sempre atingimos os dois leitores de telas com a mesma solução de acessibilidade. Então, o que fazer?
5. Quando tudo mais falhou, o último recurso. SCRIPTS nos leitores de tela.

Utilizaremos exemplos de html, Delphi em Lazarus e Scripts em Python.
Conhecimentos necessários:
HTML e CSS - Básico
Observação: mesmo você não conhecendo as linguagens abordadas, ainda assim você poderá aprender com a oficina, uma vez que o principal será a busca de soluções de TA, nas mais variadas situações de TIC.

Oficina 13:

Sábado, 07/05/16, 8:00h-12:00h
"Profissional Áudio-descritor: Micro empreendedor individual X Simples Nacional. Como formalizar?" - (teórico, 4h,16 vagas)
Ana Paula Tavares Gomes dos Santos - aptavares_gomes@hotmail.com
Simone Maria Bastos - Lyrasimoneblyra@gmail.com

A abertura de uma empresa é um desafio. Mas nada que seja impossível. Espírito empreendedor, dinamismo e boas ideias podem transformar seu sonho numa prazerosa e lucrativa realidade de gerenciar um negócio como profissional da áudio-descrição.
Porém, quais os tipos de tributação, quais as vantagens e desvantagens de ser empresário, como formalizar a atividade?
Para a constituição formal de uma empresa é necessário escolher o tipo de pessoa jurídica que mais se enquadra com o negócio que deseja abrir. O empresário deve inicialmente estar atento aos tipos de empresa para a formalização e legalização de seu negócio, de acordo com os tipos de sociedade que a legislação brasileira admite.
É importante consultar um escritório de contabilidade, ou um contabilista bem recomendado para lhe auxiliar, caso você encontre qualquer dúvida que não tenha certeza de solucionar.
Neste curso veremos “A Lei Geral” e novo Estatuto Nacional das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, além do MEI – Micro empreendedor Individual, e como foi instituído pela Lei Complementar n° 123/2006. Esta lei estabelece normas gerais relativas ao tratamento diferenciado e favorecido às Microempresas ( ME) e às Empresas de Pequeno Porte (EPP) no âmbito dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Veremos alguns dos principais benefícios previstos na Lei Geral, Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e ainda o Micro empreendedor individual – MEI, a mais nova forma de tributação do país.
Considerações sobre ME e EPP e MEI, o que é a sociedade empresária, sociedade simples e as obrigações do empresário. O funcionamento do Comitê Gestor do Simples Nacional também será apresentado neste mini curso, além dos limites máximos de receita bruta anual para enquadramento no Simples Nacional previstos na lei.
Ana Paula Tavares
Simone Maria Bastos

Oficina 14:

Quarta-feira, 04/05/16, 14:00h-18:00h
"Fotografia para pessoas com deficiência visual" - (prática, 4h,10 vagas)
Janaina Gomes - jgomes.fw@gmail.com

O conceito de fotografia remete, desde seu surgimento, ao ato de “desenhar na luz”. A questão é: podem as pessoas com deficiência visual interessar-se por essa linguagem? A resposta é sim! Os limites impostos pelos sentidos não impendem que pessoas cegas ou pessoas com baixa visão apreciem e produzam o conteúdo fornecido por uma das maiores invenções da humanidade: a fotografia. Mas como? O minicurso "Fotografia para pessoas com deficiência visual" consiste em, primeiramente, sensibilizar a pessoa com deficiência visual ao mundo das imagens para que possa experimentar, sensorial e conceitualmente, o que é a fotografia. A áudio-descrição é uma ferramenta fundamental neste processo, além de técnicas de composição fotográfica como a Regra dos Terços, escala e perspectiva. Portanto, a Fotografia Inclusiva, como temos chamado, possibilita a ampliar a conceituação técnica do ato fotográfico e de, fundamentalmente, como as pessoas podem apreciar a fotografia além da visão.
Esse é nosso convite: ter autonomia para fazer sua selfie quando e onde desejar e acreditar que a imagem pode ser mais uma forma de registrar momentos importantes em sua vida!
Participe!

OBS: Traga sua câmera fotográfica (não pode ser com celular).

Janaina Gomes - jgomes.fw@gmail.com


Joel Snyder

jsnyder@audiodescribe.com

Nota dos Organizadores:

Pela primeira vez no Encontro Nacional de Áudio-descrição em Estudo, o internacionalmente renomado Ph.D. em Áudio-descrição, Joel Snyder, presidente da Audio Description Associates LLC (USA), ministrará o Curso de Formação de Áudio-Descritores e de consultores em áudio-descrição. As aulas, especialmente planejadas para o Enades terão ênfase na prática e ocorrerão de 03 a 06 de maio de 2016, das 13h às 18h, no Hotel do Encontro, em Maceió/AL.

Curso:

FORMAÇÃO DE ÁUDIO-DESCRITORES E CONSULTORES EM ÁUDIO-DESCRIÇÃO.

Responsabilidade social

A formação de áudio-descritores pela AUDIO DESCRIPTION LLC traz para o país a capacitação dos profissionais áudio-descritores e consultores em áudio-descrição e insere o Brasil no circuito dos países que dispõem de profissionais da tradução visual (da áudio-descrição), formados por essa instituição que já certificou centenas de áudio-descritores em mais de 30 países. Pela excelência de seu curso de formação e pelo caráter inclusivo de suas aulas, a AUDIO DESCRIPTION LLC propicia também, a formação de pessoas com deficiência visual como consultores em áudio-descrição, o que abre novas perspectivas de mercado de trabalho para estas pessoas.

Responsabilidade Legal

Nos termos da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da Organização das Nações Unidas (Decreto n.º 6.949/09), da Lei Brasileira da Inclusão (Lei n.º 13.146/2015), o Brasil tem o dever de promover a acessibilidade à comunicação para as pessoas com deficiência.
Decreto n.º 6949/2009:
1.Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência de participar na vida cultural, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, e tomarão todas as medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência possam:
a) Ter acesso a bens culturais em formatos acessíveis;
b) Ter acesso a programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades culturais, em formatos acessíveis; e
c) Ter acesso a locais que ofereçam serviços ou eventos culturais, tais como teatros, museus, cinemas, bibliotecas e serviços turísticos e tanto quanto possível, ter acesso a monumentos e locais de importância cultural nacional.
Diz a Lei 13.146/2015, em seu art. 70, que as instituições promotoras de congressos, seminários, oficinas e demais eventos de natureza científico-cultural devem oferecer à pessoa com deficiência, no mínimo, subtitulação por meio de legenda oculta; janela com intérprete de Libras e áudio-descrição.

Metodologia

Este curso de formação de áudio-descritores e de consultores em áudio-descrição foi planejado pelo Dr. Joel Snyder, especialmente para o Enades 2016, e destina-se aos profissionais e estudantes da tradução visual, áudio-descritores e consultores em Áudio-descrição de todo o Brasil.O curso será de 20 horas de aulas teóricas e práticas presenciais, (ministradas das 13h às 18h, nos dias 3,4,5 e 6 de maio) e contarão com recursos audiovisuais em português e inglês. Contarão ainda, com a tradução simultânea pela tradutora, intérprete e áudio-descritora Andréa Garbelotti da AG – Tradução e Áudio-descrição.

Certificação

Os concluintes que completarem o curso com, pelo menos, 75% de frequência nas aulas serão certificados pela Audio Description Associates LLC.
A quem se destina
Para um máximo aproveitamento, este curso tem como público alvo os profissionais e estudantes das áreas de Educação e da Saúde, Recursos Humanos, Psicologia, Direito, Segurança e Medicina do Trabalho, Reabilitação, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, além de profissionais das áreas de Comunicação Visual e Eventos, tais como Jornalismo, Publicidade, Propaganda, Ilustração, Web Designer, Relações Públicas, e também os que se interessam por teatro, cinema, fotografia, televisão, vídeos e games.
Estará assegurado aos alunos com deficiência física ou com mobilidade reduzida o acesso ao ambiente físico das aulas e será reservado o mínimo de 20% das vagas às pessoas com deficiência, na forma da lei.
Vagas
20 (trinta), sendo 20% reservadas para pessoas com deficiência.

Investimento:

Até o dia 15 de abril: R$ 300,00
Do dia 16 até o dia 03 de maio: R$ 350,00
Observação importante: Estes valores não incluem a inscrição no Congresso. Inscrição exigida.

Agora que você já conhece as nossas oficinas e curso, inscreva-se no Enades 2016

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