Leia Aqui, os Resumos dos Trabalhos Aprovados para o I Enades 2015.

Visite esta página para conhecer alguns dos trabalhos que estarão no I Encontro Nacional de Áudio-descrição em Estudo, a ser realizado de 13 à 17 de Janeiro de 2015, em Colatina, ES.

COMPARTILHE ENADES 2015

A Áudio-descrição tem o traço que nos une por uma sociedade menos excludente e mais inclusiva: a Inclusão. Venha conosco divulgar esse traço!

ENADES 2015Sua Comunicação Oral
AUDIODESCRIÇÃO, TEMAS TRANSVERSAIS E PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA: CAMINHOS PARA UMA PRÁTICA INCLUSIVA
*Silvia Janaina de O. Pimentel1
Maria Lúcia T. Pacheco2
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas
*Janasil40@gmail.com1, lwtinoco@gmail.com2

RESUMO
O projeto “Audiodescrição, Temas Transversais Pedagogia Histórico-Crítica: caminhos para uma prática inclusiva”, de caráter interventivo, é uma atividade da disciplina Estágio II, da grade curricular de Licenciatura em Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas/IFAM. Essa disciplina requer dos discentes em formação a aplicação de um projeto de intervenção. O projeto foi desenvolvido em uma escola da rede pública de ensino do Estado do Amazonas, em duas classes do 9º ano do ensino fundamental, cuja clientela é formada por estudantes de classe média e idade entre 13 e 15 anos. A escolha da série se deu em função de esta ser uma fase de transição entre o ensino fundamental e o ensino médio, momento em que alguns conteúdos, sobretudo, aqueles chamados transversais são redimensionados pela idade, pela capacidade de compreensão e pela prática social. A escola nesse momento pode promover a transformação do estudante, conduzindo os mesmos a formação ética e inclusiva, que se percebe acontecer em momentos distintos na escola. Pode-se assim contribuir com o projeto e observar a viabilidade da Audiodescrição e da Pedagogia Histórico Crítica nesse processe escolar. A Audiodescrição, também conhecida por AD, é tecnologia nova no Brasil, sendo usada com mais frequência no teatro e no cinema e é direcionada principalmente a alunos com deficiência visual e déficit de atenção, mas podemos utilizar esta ferramenta com alunos ditos normais e construir com eles, um comportamento inclusivo a partir da temática ética.
PALAVRAS CHAVE: TRANSVERSALIDADE; AUDIODESCRIÇÃO; PEDAGOGIA HISTÓRICO CRÍTICA.
ABSTRACT

The "audio description, pedagogy issues across Historical and Critical: pathways for inclusive practice" project, the intervening nature, is an activity of the discipline II Stage, the curriculum of Bachelor in Chemistry, Federal Institute of Education, Science and Technology of the State of Amazon / IFAM. This course requires the students training in the application of an intervention project. The project was developed in a public school education in the state of Amazonas, in two classes of 9th grade education, whose clientele consists of middle-class students and aged between 13 and 15 years. The choice of the series was due to this being a transition between elementary school and high school, at which time certain content, especially those cross-called are scaled by age, ability and understanding of the social practice. The school at that time can promote the transformation of the student, leading to the same ethical and inclusive education, which is perceived to happen at different times in the school. Can thus contribute to the project and observe the feasibility of audio description and Critical Pedagogy in school history process. Audio description, also known as AD, is new technology in Brazil, being used more frequently in theater and film and is primarily targeted to students with visual disabilities and attention deficit, but we can use this tool called normal students and build with them, an inclusive behavior from the ethical issue.

KEYWORDS: TRANSVERSALITY; TEACHING SCIENCE, AUDIODESCRIPTION; CRITICAL HISTORY PEDAGOGY.

Sua Comunicação Oral
O tom para a audiodescrição: a importância do consultor com deficiência visual.
Autores:
Anita Menezes de Resende - anitarezende1@gmail.com
Ana Cláudia e Silva Xavier – anacsxavier@gmail.com
Bianca Dantas Anacleto - biancaanacleto@yahoo.com.br
Flavia Affonso Mayer - flavia_mayer@yahoo.com.br
Gabriel Aquino - gabriel27aquino@gmail.com
Julio César Pinto - juliopbh@gmail.com
Matheus Guimarães - matheusguifer@gmail.com
Renan Pacheco - renan_rpp@yahoo.com.br
Santra Sato - sandralsato@gmail.com
Webster Moreira - websterfg@hotmail.com
Instituição/Empresa: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Apresentação: Comunicação Oral

A audiodescrição, não se pode negar, é um importante recurso de inclusão e acessibilidade. Entretanto, há que se cuidar para que a sua prática usual não seja efetuada com base nos parâmetros da experiência imagética daqueles que veem e descrevem as cenas, isto é, com base na mera visibilidade. Tal fato pode por muitas vezes desprezar as particularidades cognitivas e as diferentes formas de percepção entre os personagens envolvidos: audiodescritores e deficientes visuais possuem reais, porém distintas relações sociais e culturais com a imagem visual. Este princípio simples embasa uma tentativa de pensar os fenômenos audiodescritivos como algo que vai além da mera transposição sonora do que se vê, com centro apenas em quem a produz. Ao contrário, o real foco da audiodescrição é quem a recebe, e quem a recebe é fundamentalmente diferente de quem a produz. Dessa maneira, o texto não é para o produtor, mas para o receptor. Partindo-se deste pressuposto, advogamos sobre a importância da participação de um consultor com deficiência visual na feitura da audiodescrição. E isso, destacamos, implica sua colaboração direta não só na elaboração dos roteiros, mas ao longo de todo o processo.

Tal discussão é motivada pela entrada de um pesquisador com deficiência visual dentro das ações do grupo de pesquisa SVOA/Cinema ao Pé do Ouvido (PUC Minas). Sua presença e participação mudaram de forma determinante a dinâmica das ações do projeto: se antes as estratégias e impactos de nossas audiodescriçoes eram debatidos com o público apenas nas exibições dos filmes, hoje estas discussões acontecem a cada reunião do grupo, levando-nos a reflexões e avanços bastante importantes.

O presente texto visa não só destacar as mudanças da dinâmica do grupo com a presença de um consultor, como também explicitar os principais desdobramentos práticos. Tal fato visa discutir o maior empoderamento que a audiodescriçao pode oferecer a seu público, dando-lhes a possibilidade deles mesmos construírem a cena, a partir de suas próprias percepções.

Como principal impacto, destacamos a maior ênfase dada a edição e a masterização do som original do produto. O som, outro tipo de imagem, implica em vivências e experiências diferentes e que merecem ser amplamente exploradas.
Palavras-chave: Audiodescrição, Deficiência Visual, Edição de Som, Consultor, Assessibilidade.

Sua Apresentação de Vídeo com Áudio-descrição
Audiodescrição do filme Minhocas

Autores: Anita Menezes de Rezende/Bianca Dantas/Sandra Sato/Renan Pacheco/Ana Cláudia Xavier/Matheus Guimarães/Webster Moreira
Consultoria: Gabriel Aquino
Instituição/Empresa: Grupo SVOA / Projeto Cinema ao pé do ouvido - PUC Minas
E-mail para contato: anitarezende1@gmail.com
biancaanacleto@yahoo.com.br
Tipo de apresentação: Mostra de vídeo com áudio-descrição
Audiodescrição autorizada pelos detentores de direitos autorais: Não

Dados do filme:
Título: Minhocas
Gênero: Animação
Subgênero: Aventura, Comédia, Infanto-juvenil
Diretor: Paolo Conti
Duração: 15 min Ano: 2006 Formato: indisponível
País: Brasil Local de Produção: SP
Cor: Colorido
Sinopse: Quando a criança está pronta para perguntar, os adultos podem não estar preparados para responder. O dilema do questionamento, enfrentado por pais e filhos, é o assunto dessa família de minhocas, na qual o Júnior está crescendo e ainda não conseguiu do pai, da mãe e do avô nenhuma resposta convincente para uma questão que não pára de intrigá-lo: por que é proibido cavar para cima?
Classificação: livre
Prêmio: Melhor Curta Infantil no Anima Mundi em 2006
(Fonte: http://portacurtas.org.br/filme/?name=minhocas )

Sua apresentação de vídeo com áudio-descrição

documentário “Hiato” (2008), de Vladimir Seixas.
Sandra Sato (1), Flávia Mayer (2), Gabriel Aquino (3), Ana Claudia Xavier (4), Renan Pacheco (5), Bianca Dantas (6), Webster Moreira (7), Anita Rezende (8), Matheus Guimarães (9).
Grupo SVOA/Cinema ao Pé do Ouvido

Esta proposta tem como objetivo apresentar o trabalho de áudio-descrição do documentário brasileiro “Hiato” (2008), de Vladimir Seixas, que tem duração de vinte minutos. O filme trata da manifestação pacífica realizada pelo Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (aproximadamente 150 integrantes fizeram parte do movimento), ocorrida no ano 2000, que consistia em uma visita ao no shopping Rio Sul, localizado no Rio de Janeiro. O episódio teve grande repercussão na imprensa nacional e alguns teóricos chegam a considerar o evento como um dos primeiros “rolezinhos” em shoppings no Brasil. O diretor Vladimir Seixas compôs seu roteiro com entrevistas de três manifestantes do movimento, três intelectuais que analisam midiaticamente o evento, além de incluir as imagens realizadas pelos próprios manifestantes. No ano de seu lançamento, o filme recebeu mais de dez prêmios em festivais de cinema. O roteiro da áudio-descrição foi realizado pelo grupo SVOA/Cinema ao Pé do Ouvido, ligado ao Programa de Extensão do curso de Pós-graduação da PUC Minas, liderada pelo Prof. Dr. Júlio Pinto e pela doutoranda Flávia Mayer. O trabalho dos pesquisadores tem como objetivo realizar todo o processo de áudio-descrição – elaboração do roteiro, gravação, inserção da gravação no filme – para que o produto final seja exibido para um grupo focal composto por deficientes visuais. A finalidade da exibição é de cunho acadêmico, para que os espectadores com deficiência visual possam avaliar o filme áudio-descrito e fazer as devidas considerações. Este é o momento de maior riqueza para o SVOA que, em diálogo com seu grupo focal, pode estabelecer uma discussão acerca das questões que envolvem todo o processo da áudio-descrição. O intuito desta proposta para “Mostra de vídeo com áudio-descrição” não consiste apenas em apresentar o filme acabado, mas principalmente compartilhar a experiência de todo o processo, inclusive apresentar os principais pontos elencados na discussão com o grupo dos deficientes visuais.

Filme: Hiato
Ano: 2008
Gênero: documentário
Diretor: Vladimir Seixas
Duração: 20 minutos
Cor: colorido
Local de produção: Rio de Janeiro
Classificação etária: a partir de 14 anos (fonte: Porta Curtas)
Disciplinas/temas transversais: Ciências Sociais, Geografia, História e Sociologia
Link: http://portacurtas.org.br/filme/?name=hiato

Sua Comuinicação Oral
“Descrever e/ou interpretar: as expressões da subjetividade”
Sandra Sato (1); Flávia Mayer (2); Gabriel Aquino (3)
SVOA/Cinema ao Pé do Ouvido

As expressões faciais-corporais dos personagens de uma obra fílmica são certamente uma das grandes questões da áudio-descrição, quer enquanto problema teórico ou da práxis. São muitas as variáveis que influenciam na escolha pela palavra mais adequada para cada momento da construção de um roteiro de áudio-descrição – tempo, contexto, pertinência, repertório etc. Neste sentido, as formas de comunicação não-verbais, especialmente as que emergem a partir da subjetividade e emoção do personagem, constituem o objeto central desta pesquisa: “raiva” ou “franzir de testa”; “nojo” ou “nariz franzido, lábio superior levantado”; “surpreso” ou “sobrancelhas levantadas, olhos bem abertos, boca ligeiramente entreaberta”, dentre muitas fazem parte da nossa problemática. Escolhemos refletir estas questões a partir tanto dos pressupostos teóricos (RAMALHO e OLIVEIRA, 2002, 2004, 2005, 2006; AMIRALIAN, 1977; OLIVEIRA, 2005; MAYER, 2012) quanto através de discussões com o grupo focal composto por deficientes visuais. Esta pesquisa faz parte do grupo SVOA/Cinema ao Pé do Ouvido, ligado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação Social, da Puc Minas, liderada pelo Prof. Dr. Júlio Pinto e pela doutoranda Flávia Mayer. Esta proposta visa relatar as reflexões sobre a problemática das expressões do subjetivo/emoções dos personagens emergidas a partir da construção do roteiro de três filmes curta-metragens brasileiros: “Uma história de futebol” (1998), de Paulo Machline; “Minhocas” (2006), de Paolo Conti e o “Hiato” (2008), de Vladimir Seixas. Além das questões afloradas no momento da elaboração dos roteiros de áudio-descrição destes filmes, solicitaremos as discussões realizadas no momento de exibição dos mesmos para um grupo focal formado por deficientes visuais que avaliaram e debateram sobre o problema de descrever ou interpretar as expressões da comunicação não-verbal dos personagens. É importante frisar a participação do pesquisador Gabriel Aquino, que é cego e integra o grupo Svoa/Cinema ao Pé do Ouvido, cuja participação é para nós, pesquisadores videntes, uma importante referência para o desenvolvimento dos roteiros. Esta proposta de “Comunicação oral” para o Enades visa contribuir para o desenvolvimento da áudio-descrição na realidade brasileira, e compartilhar as reflexões do grupo Svoa/Cinema ao Pé do Ouvido com os demais pesquisadores.

Palavras-chave: comunicação não-verbal; expressão facial-corporal; áudio-descrição; expressão da subjetividade.

O papel do consultor deficiente visual para uma audiodescrição de qualidade
Alessandro Camara e Larissa Costa
CPL-Soluções Acessibilidade

Esse trabalho tem por objetivo relatar a evolução das estratégias do CPL-Soluções em Acessibilidade no que tange a consultoria das pessoas com deficiência visual, visando garantir o aprimoramento da qualidade dos produtos audiodescritos pela referida instituição, bem como, discutir os limites e possibilidades impostos pelo mercado em relação a demanda por audiodescrição e a viabilização de uma consultoria qualitativa. Três diferentes formas de consultoria foram efetuadas nos últimos quatro anos e a atuação do consultor ocorreu de maneira distinta, de acordo com as especificidades de cada projeto. Sempre acreditando na parceria entre o responsável pela audiodescrição e o usuário, o CPL iniciou esse trabalho de consultoria através do estabelecimento de uma parceria com uma instituição de deficientes visuais do estado do Rio de Janeiro, cuja função era formar pequenos grupos heterogêneos de usuários ou não da AD, para gerar relatórios com críticas e sugestões a serem incorporadas nas audiodescrições dos filmes do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito – versão Videoteca. Por conta do prazo para a entrega do projeto, patrocinado pela Petrobras, somente parte dos filmes foi avaliada e nem todas as sugestões puderam ser acatadas, tanto pela questão do tempo, como devido à inadequação as normas da AD, as quais eram desconhecidas pelos usuários. A segunda consultoria foi feita a partir da avaliação posterior das audiodescrições de filmes e programas transmitidos pela TV Globo e TV Brasil. O prazo dado pelas emissoras para a entrega da AD vem inviabilizando a participação do consultor para a alteração do produto, servindo como controle de qualidade posterior e guia para as audiodescrições futuras. A terceira e última forma de consultoria, por nós, considerada ideal, foi experimentada na 9ª Mostra de Direitos Humanos. Nela, o roteiro é construído juntamente com o consultor deficiente visual. Essa forma de produção coletiva do roteiro tem sido muito mais eficiente para o nosso trabalho, entretanto, só é possível em projetos com prazos mais longos, o que é raro no mercado atual. Essas experiências vem nos fazendo refletir não só sobre a importância da participação do consultor, mas também da formação necessária para esse profissional. O fato de ser deficiente visual não garante uma consultoria de qualidade. Quem deseja trabalhar na área de consultoria precisa não somente da prática, mas ter o domínio teórico sobre AD.

Palavras-chave: audiodescrição; consultor; qualidade; mercado; capacitação.

Sua Comunicação Oral

Primeiras obras em áudio do Amazonas para crianças com deficiência visual

Tássia Patricia Silva1, Dalmir Pacheco2

Resumo

Esse estudo foi desenvolvido com o intuito de conhecer as técnicas de comunicação utilizadas nas obras pedagógicas e inclusivas, produzidas pelo Núcleo de Acessibilidade e Educação Inclusiva, denominado Projeto Curupira, hospedado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas -IFAM. As utilizações dessas técnicas nos chamaram atenção, pois otimizam a autonomia da pessoa com deficiência, nesse caso, especifico da pessoa com deficiência visual. A referida iniciativa nos remete ao que conhecemos como acessibilidade comunicacional, que segundo Sassaki (2009) é toda forma de comunicação acessível que utiliza instrumentos pedagogicamente corretos para facilitar a aprendizagem da pessoa com deficiência. O Projeto Curupira, hoje é referência em educação especial na sociedade amazonense, em virtude das diversas atividades que desenvolve, principalmente os produtos pedagógicos acessíveis. Desta feita, o projeto passou a produzir suas obras, como livros, apostilas, cartilhas e manuais em forma de áudio, todos narrados com o rigor das técnicas e recursos vocais. O estudo em questão tencionou conhecer de que forma se pode utilizar recursos alternativos de comunicação para aproximar a pessoa com deficiência visual da leitura. Essa Tecnologia Assistiva proporcionou um leque de oportunidades, tanto profissional, como acadêmica, a Tecnologia é considerada Assistiva quando é usada para auxiliar no desempenho funcional de atividades, reduzindo incapacidades para a realização de atividades da vida diária e da vida prática, nos diversos domínios do cotidiano. Este trabalho tem caráter qualiquantitativo, e utilizamos como instrumentos e técnica de pesquisa, a forma descritiva, e possui uma observação sistemática; usamos a pesquisa bibliográfica, pois trata de uma leitura atenta e exploratória. Portanto, procuramos não só afirmar que a comunicação aliada a uma proposta de inclusão pode modificar a maneira de adquirir conhecimento, mas também, de outro modo, promover e intensificar ações que garantam o acesso, permanência e sucesso de pessoas com deficiência em todos os espaços.

Palavras-chave. Tecnologia Assistiva; Deficiência Visual; Inclusão

Referências

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação (Reação), São Paulo, Ano XII, mar./abr, pg. 10, 2009.
PACHECO, D. e Negreiros, J. Tecnologia e Educação. Um estudo sobre a interatividade de tecnologia na escola: Experiência Interativas no ensino de ciência. Manaus: BK Editora, pg. 54, 2012.
GONÇALVES, Lilian S. Neoromarketing aplicado à redação publicitária: Descubra como atingir o subconsciente do seu consumidor. São Paulo: Novatec Editora, pg. 56, 2013.

Sua Apresentação de vídeo com áudio-descrição:
São Gonçalo - A origem Perdida
Autor/autores: Elza de Oliveira e Marly Braga
Instituição/Empresa: Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual.

No estado do Amapá pouco se escuta sobre áudio-descrição, recurso que torna acessível um mundo de informações do meio cultural e entretenimento. O documentário aqui áudio-descrito foi feito através do convite de Decleoma Lobato Pereira e Iran Lima, membros da Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular que desenvolvem seus trabalhos na Biblioteca Pública Elcy Lacerda (Macapá/AP), para as áudio-descritoras Elza Lopes de Oliveira , Marly da Conceição Braga e a consultora Marcinete Ferreira Moreira , desenvolvemos nossos trabalhos no Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual CAP/AP. Assim iniciamos os trabalhos em áudio-descrição com documentários sobre “folias religiosas do Amapá”.
O vídeo já se encontrava disponível na internet antes do convite às áudio-descritoras, através do link de acesso: https://www.youtube.com/watch?v=F3XztXr8ORc, portanto aguarda ser substituído pela nova edição com áudio-descrição. Inclusive o documentário atual na rede tem tempo menor, pois com a áudio-descrição seus produtores resolvem colocar mais informações, uma vez que serão acessíveis às pessoas com deficiência visual.
O documentário aqui apresentado tem o titulo de “São Gonçalo - A origem perdida”, portanto o tipo de apresentação é “mostra de vídeo com áudio-descrição”. Seus principais produtores são Decleoma Lobato Pereira (pesquisadora), Iran Lima de Sousa (produtor executivo), Eudo Augusto e Marcelo Sá (fotógrafos) detentores do direito autoral da obra que autorizaram a construção da áudio-descrição com o intuito de torná-la acessível às pessoas com deficiência visual e divulgar o trabalho desenvolvido pela associação. O documentário tem duração de 30min. Sua sinopse retrata sobre: “Tradicional festa que ocorre no mês de janeiro, na comunidade de Mazagão Velho, município de Mazagão, Estado do Amapá. Comissão de Foliãs, responsáveis pela realização da festa em homenagem a São Gonçalo, o santo casamenteiro, é composta quase que exclusivamente por mulheres que, ao longo de quase um século, demonstram assim sua devoção. Este documentário é parte integrante do Inventário de Folias Religiosas do Amapá”.
Sua classificação indicativa é “livre”, pois é um documentário baseado em histórias antigas que fazem parte da cultura popular da comunidade amapaense e riquíssimo em memórias vivas que mantem uma programação religiosa ativa por gerações e gerações.
BIBLIOGRAFIA
PEREIRA, Decleoma Lobato. SOUSA, Iran Lima. São Gonçalo - A origem perdida. Realização: Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular e Ponto de Cultura - Povo de fé e de festa. Vídeo Documentario: 30min. Áudio: Português. 2013.

Sua comunicação oral:
Acessibilidade Cultural: Áudio-descrição em cena para jovens com deficiência visual
Ana Beatriz Lago de Moraes
Ana Maura Araújo Lopes
Maria Cecilia Tavares

Todo ser humano está inserido em uma cultura onde ele próprio a constituiu através de suas experiências de vida construindo assim a sua história. Para que a pessoa com deficiência possa ter garantido o seu direito de participar, seja como criador ou espectador, das atividades culturais, há de se criar mecanismos e estratégias que assegurem as condições de acessibilidade. No que se refere à inclusão cultural das pessoas com deficiência visual destacamos, para este estudo, o recurso de áudio-descrição como ferramenta fundamental de acessibilidade. Com os estudos e a apropriação dos novos recursos tecnológicos do mundo contemporâneo, a áudio-descrição ganhou avanços e se profissionalizou. No entanto, existem poucos espaços culturais que oferecem este recurso na cidade do Rio de Janeiro. Assim, o jovem com deficiência visual continua excluído do universo cultural não tendo a possibilidade de usufruir de forma acessível das obras artísticas. A presente pesquisa foi realizada com objetivo de investigar os benefícios da áudio-descrição para estes jovens que desconheciam, até então, este recurso. A mostra do estudo foi composta de jovens alunos da Rede Municipal de Educação da Cidade do Rio de Janeiro, sendo cinco com cegueira e cinco com baixa visão. A pesquisa foi realizada no Instituto Municipal Helena Antipoff, que é o órgão da Secretaria Municipal de Educação responsável pela Educação Especial. O estudo foi desenvolvido na Oficina de Áudio-descrição que se constitui como um espaço de observação e experimentação da apreciação de diversas obras artísticas com o referido recurso. Os alunos assistiram a dois espetáculos teatrais, três filmes, sendo um em DVD. A pesquisa de caráter qualitativo foi constituída por materiais orais utilizando questionário semiestruturado aplicado após assistirem as obras com e sem áudio-descrição. Levantou-se dados a cerca das personagens, suas características, cenários, conteúdo das obras inferindo sua opinião sobre a nova vivência. Os alunos relataram satisfação em conhecerem e utilizarem o recurso. Constatou-se, pela análise dos dados, que os mesmos apresentaram dificuldade em compreender algumas informações que foram áudio-descritas. Observou-se que nos filmes assistidos, a sonoplastia, a música e as vozes das personagens, dificultaram a percepção da voz do áudio-descritor, nos levando a intuir, pelos depoimentos, que isto se deve ao fato de não estarem familiarizados ao uso do recurso. Ressalta-se a necessidade de considerar a áudio-descrição como um recurso pedagógico. A escola deve oportunizar ao aluno a apreciação de diferentes obras artísticas com áudio-descrição desde a educação infantil, garantindo-lhe, desde cedo, sua efetiva inclusão cultural.

Palavras-chaves: áudio-descrição, acessibilidade cultural, arte, deficiência visual, educação.

Seu Vídeo com Áudio-descrição:
Eu, Favela
Duração: 00:05:59
Roteiro da áudio-descrição: Ana Fátima Berquó
Consultoria da áudio-descrição: Aparecida Leite
Sinopse
Com a recente implementação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em diversas comunidades do Rio, já se pode observar o início do chamado processo de gentrificação, decorrente da vertiginosa valorização imobiliária e do aumento nos custos de infraestrutura nas favelas.
Depoimentos dos moradores do Morro Chapéu Mangueira, no bairro do Leme, zona sul do Município do Rio de Janeiro, abriram os olhos às consequências da política do atual governo, num alerta à população para que a cultura das favelas não se perca.
Ficha técnica:
Direção: Ana Luiza Mello e Viviane Giaquinta
Fotografia: Lucas Stirling e Viviane Giaquinta
Edição: João Gasparian
Trilha Sonora: Marcelo de Lamare e Felipe Moura
Premiado pelo Curta Criativo 2012 em 2º lugar na categoria Documentário
Selecionado pelo Festival Visões Periféricas 2012
Selecionado pela Semana de Design PUC-Rio

Seu Vídeo com Áudio-descrição:
Turma da Mônica
Como Atravessar a Sala

Duração: 00:07:07
Ano: 1997
Roteiro da áudio-descrição: Lindiane Nascimento
Consultoria da áudio-descrição: Aparecida Leite
Sinopse: Mônica acaba de sair do banho e precisa ir até o quarto buscar suas roupas, do outro lado da sala. O problema é que na sala estão Cebolinha, Cascão e Ronaldinho, o paquera da Mônica, que a esperam em seu sofá. Ela então tentará atravessar a sala só de toalha sem que eles percebam.

Ficha técnica:
País: Brasil
Gênero: Infantil
Ano de produção: 1997
Duração: 00:07:07
Censura: Livre
Áudio: Português
Produtação: Maurício de Sousa Produções

Sua Comunicação Oral:
As letras em relevo sob nossos dedos: em pauta a leitura e a escrita no Sistema Braille

Luana Tillmann - Graduada em Pedagogia pela Universidade Regional de Blumenau – FURB. Especialista em Educação Especial: Deficiência Visual Pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI. Atua como professora no Centro Municipal de Educação Alternativa – CEMEA/Blumenau. Atualmente cursa especialização em Alfabetização e Letramento na Fundação Universidade Regional de Blumenau – FURB. Email:lua.tillmann@gmail.com
Sandra Pottmeier - Graduada em Letras e mestre em Educação pela Universidade Regional de Blumenau - FURB. Atua na rede estadual de ensino, no município de Blumenau/SC. Professora colaboradora nos cursos de Pós-Graduação (Especialização) na modalidade EAD pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI. Realiza pesquisas na área da Educação com ênfase em Linguística Aplicada.

A comunicação escrita está presente nos mais diversificados espaços e ações, sejam acadêmicos, profissionais, culturais ou interativos. As pessoas cegas, consideradas como sujeitos letrados, pois participam de práticas e eventos de letramento, também estabelecem tal comunicação no seu cotidiano. Por meio da utilização do Sistema Braille, elas exercem com autonomia e independência suas capacidades de leitura e escrita. Todavia, só dispõe da possibilidade de acessar o conhecimento por meio da leitura independente há cerca de 200 anos. O Sistema Braille foi criado em 1825 por um jovem cego francês chamado Louis Braille. A partir da sua publicação oficial em 1829, as pessoas cegas tiveram acesso a um código de leitura e escrita lógico e eficiente, adaptado às suas necessidades de percepção/exploração tátil. Com o objetivo de descrever o Sistema Braille, ressaltando sua estrutura, uso e principais normas de aplicação, este estudo de cunho qualitativo a partir de revisão bibliográfica, reúne informações relevantes sobre esse código de leitura tátil e escrita pontográfica, as quais, por vezes, são desconhecidas pelos não usuários. Para melhor organização e clareza dos dados apresentados, o desenvolvimento do texto compõe-se de três seções. A primeira apresenta a biografia de Louis Braille, criador do Sistema Braille. Já a segunda descreve a estrutura do referido sistema de escrita e leitura, exemplificando algumas normas de aplicação. Por sua vez, a terceira discorre sobre os recursos utilizados na escrita braille, expondo minuciosamente suas estruturas físicas e as especificidades pedagógicas de seus respectivos manuseios. Ao apresentar sua estrutura de seis pontos, a aplicação das regras mais comuns e a utilização dos recursos de escrita, pretende-se aproximar as pessoas normovisuais não conhecedoras do Braille de tal forma de comunicação. Assim, considera-se o Sistema Braille um recurso completo destinado ao uso das pessoas cegas, visto que, permite-lhes acessar independentemente o conhecimento por meio da comunicação escrita. Esse sistema possibilita que tais pessoas possuam contato imediato com a grafia, estrutura de texto, pontuação e segmentação lexical no próprio ato da leitura, deixando-as em igualdade de condições com as pessoas normovisuais, quando estas realizam a leitura e a escrita em tinta.

Palavras-chave: Comunicação escrita. Sistema Braille. Pessoa cega. Escrita pontográfica. Leitura tátil.

Sua Comunicação Oral:
A importância de cursos de formação continuada em audiodescrição para professores do Atendimento Educacional Especializado
Mara Cristina Fortuna da Silva - Mestranda em Educação na Universidade Federal da Fronteira Sul de Chapecó/SC.
Lisia Regina Ferreira - Doutora em Educação Docente do curso de Pedagogia na Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus de Chapecó/Sc.

O presente estudo tem como objetivo apresentar a importância da formação continuada em audiodescrição, para professores do Atendimento Educacional Especializado de Salas de Recursos Multifuncionais no contexto escolar. A Audiodescrição sendo um recurso muito discutido nesta contemporaneidade por diversos pesquisadores vem para contribuir para o acesso das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, esportivos, acadêmicos, entre tantos outros espaços. No entanto, com a inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares, esse recurso ainda não se encontra presente em todos os espaços escolares. Nesse sentido, a audiodescrição garantida por lei no Brasil, se torna um recurso imprescindível também para o contexto escolar. Pois neste ambiente, há muitas figuras nos livros didáticos e, mesmo com o auxílio de livros no formato Mecdaisy, o qual fornece esse recurso, ainda não são todas as escolas que o recebem e nem mesmo há esse formato para todos os livros. Além de serem passados vídeos sobre determinados conteúdos em sala de aula. os professores não se sentem preparados para audiodescreverem as cenas destes. Nesse sentido a capacitação de professores do AEE seria de grande importância neste contexto. Pois este especialista poderá auxiliar os professores das salas comuns quando se virem diante dessas situações. Assim, a partir de questionários coletados com aluno com deficiência visual, professor de Atendimento Educacional Especializado, professor do ensino comum e um representante do Centro de Apoio Pedagógico, verificou-se o quanto essa formação continuada em audiodescrição para o professor especialista e sua articulação sobre o tema, com o professor do ensino comum é de suma importância para o processo de aprendizagem dos alunos com deficiência visual.
Palavras-chave: Audiodescrição – Atendimento Educacional Especializado – Formação continuada – Deficiência Visual

Sua comunicação oral:
Limites e potencialidades no processo de acessibilidade digital num Curso na modalidade EaD: a áudio-descrição em debate
Ivani Cristina Voos
Gabriel Ornellas
Luís Felipe Coli de Souza
Felipe Tadeu Gondim

O curso de Tecnologia Assistiva, é um dos núcleos específicos do Curso de Especialização de Educação na Cultura Digital, que visa proporcionar ao cursista o estudo do uso das tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDIC’s) nas diferentes componentes curriculares que compõem a escola. Este núcleo apresenta em sua estrutura diferentes recursos gráficos, tais como: hipermídia, imagens, ilustrações e um tour virtual em uma sala de recursos multifuncional. Diante disso, a equipe de elaboração e desenvolvimento começou a se questionar sobre a necessidade de acessibilizar todos estes elementos, com vistas a possibilitar que todos os cursistas tivessem acesso ao conteúdo de forma igualitária e acessível. Apontando, também, para o fato de que se torna incoerente ofertar um núcleo de estudos acerca da temática Tecnologia Assistiva que não seja acessível e que impusesse barreiras educacionais a cursistas com deficiência. Assim, este trabalho tem como objetivo apontar limites e potencialidades no processo de elaboração e implementação de recursos de acessibilidade digital para elementos gráficos num curso de especialização na modalidade EaD. Porém, mesmo elencando estes questionamentos e compreendendo que a acessibilidade no material produzido era fundamental, o que e como fazer para tornar os elementos gráficos acessíveis eram questões a serem esclarecidas para o grupo de profissionais, composto por uma professora licenciada em educação especial, dois estudantes de design e um estudante de cinema. Diante do desafio, estabeleceu-se que a áudio-descrição seria o recurso que potencilizaria a acessibilidade nestes elementos gráficos. A partir disso estudou-se acerca do tema, em especial, como fazer roteiros de áudio-descrição, tais estudos foram pautados em blogs disponíveis na rede mundial de computadores e na literatura, como: Lima (2011) e Nóbrega (2014). Após, passamos a fase de gravação destes textos e por fim a implementação no material do curso. Nesta última fase se pretende, receber um feedback acerca da usabilidade e acessibilidade que este recurso proporcionou às, possíveis, pessoas com deficiência visual participantes como cursistas. Embora a equipe de desenvolvimento entenda a importância da participação e a realização de testes de usabilidade com pessoas com deficiência visual, não foi possível realizá-lo, sendo este um limite a ser enfrentado em trabalhos futuros. Pode-se concluir de forma preliminar que existem desafios a serem vencidos no que tange acessibilidade de materiais EaD, bem como, que a áudio-descrição pode ser um recurso potencilizador para o enfrentamento das barreiras ainda existentes nesta modalidade de ensino.

Sua comunicação oral:
O IMAGÉTICO, SUA CONSTRUÇÃO SIMBÓLICA ATRAVÉS DA ÁUDIO-DESCRIÇÃO E A INCLUSÃO DE INDIVÍDUOS CEGOS E com BAIXA VISÃO.
Autor: Ingrath Narrayany da Costa Nunes1
Coautores: Fernando Neri de Arruda2
Francisco Héliton do Nascimento3
Joseane de Lima Martins4
Luciano Santos de Farias5

O presente artigo defende a áudio-descrição, um recurso ainda recente e pouco explorado, caracterizado pela tradução intersemiótica, com foco em transformar imagens em palavras, auxiliando o cego ou indivíduo com baixa visão na aquisição de conhecimentos sobre o mundo visual. Sendo considerado um direito inalienável, este recurso é um serviço de Tecnologia Assistiva (TA) (BERSCH, 2013, p. 2) e uma ferramenta facilitadora do processo ensino aprendizagem e, consequentemente, da inclusão de alunos em todas as etapas da formação educacional, permitindo a acessibilidade destes, colocando-os em igualdade de condições para participarem, juntamente com as pessoas videntes, de conversas, atividades acadêmicas, dentre outras, a partir de conteúdos variados. Para tanto, este trabalho tem como objetivo compreender como se formam as representações imagéticas dos indivíduos receptores das mensagens áudio-descritas, a partir dos objetos presentes nos diversos contextos sócio-educacional-cultural de uma Instituição de Ensino Superior. A metodologia utilizada no trabalho consiste na revisão bibliográfica de artigos publicados tendo a áudio-descrição como temática principal a partir de entrevistas realizadas abordando indivíduos com diversos níveis de deficiência visual. Na apresentação dos resultados, buscou-se classificar os tipos de representações imagéticas apresentados, a partir das descrições realizadas e quais foram os benefícios concretos propiciados aos acadêmicos participantes da pesquisa. Espera-se, assim, que com os resultados obtidos possam contribuir com a desmistificação de pré-conceitos sobre a precariedade ou ineficiência desta técnica, reafirmando que o referido serviço seja visto como essencial no processo de compreensão de conceitos e conteúdos visuais facilitando a autonomia dos sujeitos beneficiados.
Palavras-chaves: Áudio-descrição; Acessibilidade; Tecnologia Assistiva.

Sua Comunicação Oral com Apresentação de vídeo:
SOM E FORMA DA INCLUSÃO
Autor/autores: Maria do Rosário de Assumpção Braga e Joaquim Assis
Instituição/Empresa: Cinemeiros Artes

Apresentação do curta SOM E FORMA, de Joaquim Assis, em formato de DVD, com 19’ com posterior debate. O trailer do filme encontra-se disponível em http://www.youtube.com/watch?v=mWxPIZqzUtw.
Tema
O efeito de áudio descrição para o deficiente visual, no documentário de 19’ “Som e Forma”, de Joaquim Assis , no qual os cegos do INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT (IBC), no Rio de Janeiro, são sujeitos.
O curta foi premiado em 1971 com a Margarida de Prata da Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), com o Prêmio Especial do Júri e o 1º Prêmio do Júri Popular do Festival de Brasília, e ainda com o 3º Prêmio no Festival Nacional de Curta Metragem.
Objetivo
Objetiva-se verificar se a experiência de fruição e compreensão do filme Som e Forma, se torna mais completa com a áudio descrição, e como esta experiência se revela para o deficiente visual.
Pressuposto(s) Teórico(s)
A partir do conceito de campo (Bourdieu), e de escuta social, (Freire e Varine), pretende-se pesquisar como se dá a recepção do produto audiovisual (Mascarello e Pereira) para a pessoa cega (Licht e Silveira, Lima, Rosso, Sassaki).
Metodologia
1. Criação de primeiro tratamento de roteiro para a áudio descrição.
2. Gravação dessa versão do roteiro.
3. Apresentação no I ENADE para aprofundamento e da versão final do roteiro de audiodescrição de Som e Forma.
4. Apresentação a plateias mistas, com videntes e deficientes visuais, do curta sem audiodescrição e com audiodescrição, com posterior debate.
Resultados obtidos ou desejados, sempre que aplicáveis:
Pretende-se saber como a áudio-descrição é um componente de criação de sentido para o deficiente visual no documentário Som e Forma, a partir da informação do deficiente visual e dos áudio descritores. Pretende-se ainda, a partir da experiência com o deficiente visual e a áudio descrição, atender ao deficiente auditivo.
Bibliografia
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico; trad. Fernando Tomaz – 5ª Ed. – Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2004.
LICHT, Flavia Boni, SILVEIRA, Nubia (orgs). Celebrando a Diversidade -
Pessoas com Deficiência e Direito à Inclusão. Disponível em http://www.planetaeducacao.com.br/portal/Celebrando-Diversidade.pdf
PEREIRA, Miguel et al (org). Comunicação, representação e práticas sociais. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2004.

Apoio:

• AGIL Hotel www.agilhotel.com.br

• Amigas para o bem viver

• Café Meridiano "Um Jeito Café de levar a Vida" (www.meridiano.com.br)

• Livraria Comercial

• Plenotel www.plenotel.com.br

• Unopar EaD http://www.unoparead.com.br/unopar

• Rede Gazeta

• Revista Brasileira de Tradução Visual www.rbtv.associadosdainclusao.com.br

• Rotary Club

• São Bernardo Saúde

• Saturno Turismo

• VouVer Acessibilidade www.vouveracessibilidade.com.br

Revista Brasileira de Tradução Visual
VISITE
www.rbtv.associadosdainclusao.com.br

--